sábado, 11 de março de 2017

Kong: Ilha da Caveira (2017)

Kong: Ilha da Caveira (2017)


Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John Goodman, John C. Reilly, Corey Hawkins, Tian Jing, Tobey Kebbel, Jason Mitchells

Diretor: Jordan Vogt-Roberts

Roteiro: John Gatins (argumento), Max Borenstein (roteiro), Derek Connoly (roteiro), Dan Gilroy (roteiro)

Kong: Ilha da Caveira é o segundo filme no Monsterverse, o universo cinemático criado pelo estúdio Legendary Pictures, o que começou com Godzilla (2014). Até este momento, os outros filmes de monstros que o Legendary produziu, A Grande Muralha (2016) e Círculo de Fogo (2013), não se encaixam na continuidade que esses dois outros filmes fazem parte. Este filme será seguido por Godzilla: King of the Monsters (2019) e Godzilla vs. Kong (2020).

O filme começa com um prologo, ocorrido em 1944, quando dois aviões--um americano e um japonês--caem numa ilha misteriosa. Os dois pilotos se enfrentam e uma briga começa. O japonês está para matar o piloto americano quando a sua briga é interrompida pela chegada de um macaco gigante (Observação - Isso provavelmente seja o pai do Kong deste filme).

Daí começa os créditos iniciais, que, como Godzilla (2014), mostram filmagens antigas e jornais para estabelecer a história. Seguimos a história do mundo começando com a Segunda Guerra Mundial, o estabelecimento do Monarch, a destruição misteriosa de um nave de guerra americano, as explosões atômicas no Pacífico, o Space Race entre os EUA e a União Soviética, e finalmente a guerra de Vietnã, uma guerra de "procuração" entre as idealogias de capitalismo/democracia e comunismo.
Os eventos do filme mesmo ocorrem em 1973, quando o Presidente Nixon dos EUA está autorizando a retirada das forças armadas americanas de Vietnã. Começamos em Washington, onde dois homens, Bill Randa (John Goodman, de Rua Cloverfield 10 e Os Flintstones) e geólogo Houston Brooks (Corey Hawkins, Dr. Dre em Straight Outta Compton), estão implorando uma reunião com um senador. Eles fazem parte de Monarch, a mesma organização de Godzilla que existe para estudar organismos gigantes. O Monarch está em ampuros, ameaçado de perder todos os fundos e assim deixar de existir. Posso supor que os ataques atômicos em Godzilla mencionados no filme anterior levou o monstro a voltar ao núcleo da terra. Assim, a preocupação do governo sobre monstros foi trocado pela Guerra Fria, a Crise de Mísseis em Cuba e a Guerra de Vietnã.

Mas Randa e Brooks tem algo interessante a mostrar ao político. Um satélite americano  descobriu a existência de uma ilha desconhecida cercada por uma tempestade perpétua. Randa e Brooks acham que há monstros lá, mas o senador está cético. Brooks, usando a retórica da Guerra Fria, sugere que pode haver petróleo na região (lembrando que a existência de petróleo no Golfo de Tonkin foi um dos fatores causadores da Guerra de Vietnã) e que os russos irão descobrir a existência da ilha dentro de 72 horas, quando um satélite deles passa por cima. Essa argumento é o bastante para convencer o senador a liberar os fundos para uma expedição à ilha.    

Além de Randa e Brooks, a equipe da expedição consiste num pelotão de helicópteros liderado por Captain Preston Packard (Samuel L. Jackson de Os Oito Odiados e Serpentes a Bordo); uma equipe Landsat (observação: o nome Landsat foi adotado em 1975, que seria depois dos eventos deste filme), que seria o programa para adquirir e analisar imagens da terra obtidas via satélite; Mason Weaver (Brie Larson, que será Capitã Marvel no universo Marvel), uma fotógrafa anti-guerra; Dra. San (Tian Jing, A Grande Muralha e Em Nome da Lei), uma bióloga; e James Conrad (Tom Hiddleston, Loki dos filmes de Thor e Os Vingadores), um mercenário britânico. Creio eu que o sobrenome Conrad é uma homenagem ao autor Joseph Conrad, o autor que escreveu Coração de Trevas, o filme que inspirou o clássico Apocalypse Now (1979). O diretor Vogt-Roberts já falou em entrevistas que Apocalypse Now foi uma das inpsirações dele para este filme.

Ao chegar à barreira tempestade, o pelotão de helicópteros consegue penetrar os nuvens e chegar no outro lado. Eles chegam na Ilha Caveira, onde começam a soltar bombas que irão determinar se a região é oca ou não--Dr. Brooks é conhecido pela sua teoria da Terra Oca, o que aparece em livros e filmes como Viagem ao Centro da Terra de Jules Verne e os livros de Pellucidar de Edgar Rice Burroughs. Infelizmente, um habitante da ilha não apoia essa abordagem: Kong, um macaco gigante de 30 metros. Ele lança uma palmeira num helícoptero, fazendo-o explodir e iniciando uma batalha violenta entre o pelotão e o macaco. No final, todos os helicópteros são destruídos e várias vidas se perdem.

A partir deste ponto, o filme se divide em três histórias paralelas. No primeiro, o Capitão Packard, seus homens, Landsat Steve (Mark Evan Jackson) e Randa iniciam a sua viagem para o ponto de encontro. Capitão Packard força o Randa a contar a verdade sobre o propósito da viagem, e descobrimos que o Randa estava presente na destruição do navio que vimos durante o começo do filme. Eles encontram uma aranha gigante cujas pernas lembram árvores de bambu, as quais são boas para impalar comida, inclusive soldados. O Packard culpa o Kong pela perda de seus homens, mas além disso, começa a projetar toda a sua decepção quanto à "perda" da guerra de Vietnã no macaco, irando-se cada vez com o macaco. Até o final do filme, o Packard terá se transformado numa mistura de Tenente-Coronel Hal Moore de Fomos Soldados e Capitão Ahab de Moby Dick.

Na segunda história, Conrad, Weaver, um piloto, Brooks, San e outro técnico Landsat também caminham para o norte em busca do ponto de encontro com o pelotão de resgate. Pelo caminho, eles encontram um búfalo gigante, mas benéfico, e um templo antigo. O templo é habitado pelos nativos da ilha, mais o Hank Marlow (John C. Reilly, Quase Irmãos e O Aviador), o piloto da primeira cena. Ele explica que a ilha é o lar de Kong, o Rei da Ilha. Ele também adverte que uma raça de lagartos gigantes, as Criaturas Caveiras (Skullcrawlers em inglês), vivem em baixo do chão e são muito mais perigosos do que o Kong. Foram esses monstros que mataram os pais do Kong, que agora é o último da sua espécie. Ele oferece levar a equipe ao norte num barco que ele construiu a partir dos destroços dos aviões que caíram no início do filme.

Finalmente tem o soldado Chapman, um dos pilotos que está sozinho. Na busca dele pelos outros, ele encontra o Kong caçando uma lula gigante (uma homenagem à luta entre o polvo e o King Kong em King Kong x Godzilla) e também encontra um bicho-pau gigante (bicho-tronco?). Uma coisa que gostei é que o filme sugere uma ecossistema em que nem todos os monstros e animais gigantes são carnívoros perigosos. Isso dá um sentimento de assombro  à ilha, em vez de fazer cada animal perigoso, o qual poderia ficar redundante após um tempo.

Em poucas palavras, eu gostei muito do filme. Há bastante ação, bons personagens, e monstros legais. Não peço muito mais que isso nesses filmes. O diretor Vogt-Roberts, apesar de ter uma filmografia bastante limitada e nenhuma experiência com terror ou ficção científica, sabe muito bem o que está fazendo e o que os fãs e espectadores querem. Numa entrevista, ele citou o Apocalypse Now; Princesa Monoke; Neon Genesis Evangelion; A Viagem de Chihiro e Pokémon como influênicas no roteiro, na criação dos monstros e no seu design, respectivamente. A cinematografia não é tão bela quanto a de Godzilla (2014), mas há várias belas passagens de Havaí e Vietnã, onde o filme foi gravado.

Tematicamente, o Vogt-Roberts disse que queria abordar um dos temas de Apocalypse Now, que às vezes aquele que julgamos ser o nosso inimigo é o oposto. Semelhante a essa é o conceito da primeira diretriz de Jornada nas Estrelas, que é não se ponha no meio dos assuntos de povos primitivos, ou monstros. Afinal de contas, é a interferência dos humanos que enraivece o Kong no primeiro lugar, sem contar que é por causa deles que o Skullcrawlwer principal, Ramarak, aparece, colocando o Kong e os nativos em perigo. A gente vê isso na natureza, como aquele caso em que uma pessoa deu uma carona para um bezerro de búfalo por medo que estava perdido. No final, o bezerro foi sacrificado porque iria ser expulso do rebanho por causa do contato humano. Ou seja, a natureza sabe o que está fazendo e os animais sabem cuidar de si sem os humanos idiotas botarem a mão nos seus assuntos.

Os personagens são carismáticos, mesmo não sendo profundos. Samuel L. Jackson e John C. Reilly provavelmente tem os personagens mais bem desenvolvidos, seguido por John Goodman. Infelizmente, depois de aprender sobre as suas motivações, o Goodman tem pouco a fazer pelo resto do filme. Jackson como Packard é bom, e mesmo sendo o antagonista entre os humanos, ele tem bastantes qualidades boas. O personagem de Reilly começa e termina o filme, e as filmagens "antigas" mostradas durante os últimos créditos realmente completam a vida de Marlow de maneira adequada. A maior decepção é o personagem de Tian Jing, cujo personagem faz nada de importante durante todo o filme. Ela nem tem oportunidade especular sobre o ecossistema da ilha ou maravilhar-se com as espécies que encontram...e ela é bióloga!

Por falar em espécies, vamos falar dos monstros. São muitos e variados. Fiquei contente que os cineastas não se contentaram em colocar os mesmos dinossauros do King Kong original, ou da refilmagem do Peter Jackson. Os efeitos em si são ótimos e os Skullcrawlers são antagonistas perigosos e assustadores (parecem a mistura de Anolis porcatus e Varanus komodoensis, mas com um único par de pernas). Queria que o Legendary usasse um monstro secundário de Godzilla, como Gorosaurus ou Varan, como o inimigo principal do Kong, mas tudo bem. O Legendary Pictures está tendo tanto sucesso em criar novos monstros (os MUTOs, os Skullcrawlers), que é quase uma decepção que o Godzilla: King of the Monsters está aparecendo cada vez mais como uma refilmagem de Ghidrah, o Monstro Tricéfalo (1964).

O Kong é magnífico. Ele é completamente bipedal, como a encarnação de 1962 em King Kong x Godzilla. Os pelos são mais ruivos do que a versão de Peter Jackson, que na verdade foi um gorila normal numa escala maior. Esse Kong é bastante inteligente e até estratégico nas suas lutas, sabendo como improvisar armas durante a batalha. A luta entre o Kong e os helicópteros é ótima e bastante intenso, talvez a melhor cena do filme.

Em resumo, o Legendary Pictures bem sabe o que está fazendo no seu Monsterverse e felizmente está contratando roteiristas e diretores que entendem e apreciam o gênero. Muitas pessoas criticam o Godzilla '14 por diversos motivos, mas o filme foi muito bem feito com uma trama forte e convincente, mesmo se alguns personagens precisavam ser mais interessantes. Este filme melhora essa falha, e a outra falha de não mostrar os monstros o bastante. Gareth Edwards e Jordan Vogt-Roberts tem visões diferentes, mas os dois conseguiram criar dois filmes fortes do gênero de daikaiju. Vamos torcer para Michael Dougherty continuar isso com Godzilla: King of the Monsters.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Godzilla vs. Leonard Maltin (Parte 2)

Godzilla vs. Leonard Maltin - Os Outros Filmes Japoneses de Ficção Científica

Algumas semanas atrás, escrevi sobre a opinião do Leonard Maltin sobre os filmes de Godzilla e como a opinião dele evoluiu com o passar dos anos. A conclusão que poderíamos chegar é que o Leonard Maltin e a sua equipe respeita os filmes de Godzilla mais do que muitos outros críticos mainstream. Agora escrevo a opinião dele(s) sobre outros filmes japoneses do gênero de ficção científica. A maioria são do Toho, mas alguns são de outros estúdios, inclusive Daiei (GAMERA) e Toei (TERROR BENEATH THE SEA). Creio que podemos supor que o Maltin gostava mais dos filmes de Godzilla do que os outros, até aqueles que os fãs hoje acham clássicos.

Atragon (1963-Japonês) C - 96m. ** D: Ishiro Honda. Tadao Takashima, Yoko Fujiyama, Yu Fujiki, Hiroshi Koizumi. O mundo é ameaçado por um reino submarino nessa aventura infantil de ficção científica, com divertidos (senão realistas) efeitos especiais. O título se refere a um submarino e não a um monstro.

Battle in Outer Space (1959-Japonês) C - 74m. *1/2 D: Ishiro Honda. Ryo Ikebe, Kyoko Anzai, Leonard Stanford, Harold Conway. Filme pouco emocionante sobre a Terra se preparando para um ataque do espaço. Muitos efeitos especiais.

Frankenstein Conquers the World (1965-Japonês) C - 87m. ** D: Ishiro Honda. Nick Adams, Tadao Takashima, Kumi Mizuno. Filme de terror mediócre, em que Adams estrela como cientista em Tóquito que está combatendo um novo, gigante monstro de Frankenstein que está aterrorizando a região. Efeitos especiais inadequados.

Gammera, the Invincible (1966-Japonês-EUA) 88m. *1/2 D: Noriaki Yuasi. Brian Donlevy, Albert Dekker, John Bragey. Uma tartaruga gigante que vem do espaço e cospe fogo aterroriza a Terra, após uma explosão atômica. O primeiro numa série de filmes infantis de ficção científica. A versão japonesa original--sem atores americanos e chamado GAMERA--tem duração de 82m.

Green Slime (1969-Japonês-EUA) C-99m. *1/2 D: Kinji Fukasaku. Robert Horton, Luciana Paluzzi, Richard Jaeckal, Lucina Paluzzi, Bud Widom. Numa estação espacial, a substância titular--exposta a sangue--evolui em monstros de olhos vermelhos com tentáculos que multiplicam rapidamente e ameaçam a Terra. Não tão divertido quanto parece.

Half-Human (1955-Japonês) 70m. *1/2 D: Ishiro Honda, Kenneth Crane. John Carrdine, Morris Ankrum, Russ Thorson, Robert Karns. Americanos Carradine e Ankrum são inseridos num filme japonês sobre um abominável homem das neves e seu filhos. Há indicações que o filme original poderia ser bom, mas esta versão não é. Quase não tem dublagem, apenas a narração de Carradine.

H-Man (1958-Japonês) C-79m. ** D: Ishiro Honda. Kenji Sahara, Yumi Shirakawa, Akihiko Hirata, Koreya Senda. Bons efeitos especiais impedidos por roteiro bobo sobre um líquido radioativo causando destruição em Tóquio. Há história secundária de policiais contra criminosos.

King Kong Escapes (196-Japonês) C-96m. BOMB D: Ishiro Honda. Rhodes Reason, Mie Hama, Linda Miller, Akira Takarada. História forçada que envolve uma moça que conquista o coração do macaco, que batalha contra homem que quer dominar o mundo. O Kong nunca passou tanta vergonha.

Latitude Zero (1969-Japonês) C-99m. ** D: Ishiro Honda. Joseph Cotton, Cesar Romero, Richard Jaeckal, Patricia Medina, Linda Haynes, Akira Takarada. Um elenco importado acima da média ajuda esta aventura de ficção científica sobre uma civilização submarina de gênios benevolentes lutando contra as legiões de Malic (Romero), que quer dominar o mundo. A direção de arte é boa, mas a ação é o suspenso não são bem montados. Baseado numa antiga série de rádio.

Message from Space (1978-Japonês) C-105m. **1/2 D: Kinji Fukasaku. Vic Morrow, Sonny Chiba, Philip Casnoff, Peggy Lee Brennan, Sue Shiomi, Tetsuro Tamba. Planeta em guerra mande um SOS e recebe ajuda de um time intergalático. Atuação mecânica compensada pelos efeitos especiais e um robô adorável, ambos inspirados por STAR WARS.

Mothra (1961-Japonês) C-100m. **1/2 D: Ishiro Honda, Lee Kressel. Franky Sakai, Hiroshi Koizumi, Kyoko Kagawa, Emi Itoh, Yumi Itoh, Jelly (re: "Jerry") Itoh, Ken Uehara. Filme japonês de mostro bastante colorido sobre uma lagarta gigante que invade o Tóquio para resgatar pequeninas moças gêmeas, que estão a guiando com poderes supernaturais. A lagarta transforma numa grande mariposa, o que continua com a destruição. Mothra (ou os seus descendentes) voltaram para filmes posteriores também.

Mysterians, The (1957-Japonês) C-85m. **1/2 D: Ishiro Honda. Kenji Sahara, Yumi Shirakawa, Momoko Kochi, Akihiko Hirata. Séculos após a destruição do seu planeta, os alienígenas do título aterrissam na terra, constroem uma cúpula impregnável perto de um lago, e exigem mulheres. O mundo não gosta muito dessa atitude. Efeitos epeciais coloridos e um ritmo agitado fazem este filme um dos melhores de ficção científica a vir do Japão.

Rodan (1956-Japonês) C-70m. ** D: Ishiro Honda. Kenji Sahara, Yumi Shirakawa, Akihiko Hirata, Akio Kobori. Um pterodáctilo colossal  nasce numa mina e depois ataca Tóquio. Filme colorido no estilo de livros em quadrinho, muito típico dos estúdios de Toho.

Terror Beneath the Sea (1970-Japonês) C-85m.*1/2 D: Hajimo Sato. Peggy Neal, Andrew Hughes, Shinichi (Sonny) Chiba, Mike Daneen, Eric Nielsen. Cientista maluco cria monstros a partir dos prisioneiros numa cidade submarina. O mesmo de sempre.

Varan the Unbelievable (1958-Japonês-EUA) 70m. *1/2 D: Ishiro Honda, Jerry Baerwitz. Myron Healy, Tsuruko Kobayashi, Kozo Nomura, Ayumi Sonoda. Típico filme japonês de monstros feitos de borracha, menos o fato que o monstro desafia qualquer descrição. Parece ser um réptil, mas alguns insistem que é um esquilo gigante, pois na versão japonesa, ele voa com um esquilo-voador. No entanto, ele pisa nas cidades e assusta a população. Inacreditável é a palavra chave.

War of the Gargantuas (1966-EUA-Japonês) C-93m. BOMB D: Ishiro Honda. Russ Tamblyn, Kumi Mizuno, Kipp Hamilton, Yu Fujiki. Japão é ameaçado por uma gargântua (gigante humanoide) verde e má, enquanto uma gargântua marrom e amigável tenta promover a paz. Bizarro, mesmo pelos padrões do Toho.